BLOG
Felipe Carvalho 10 de dezembro de 2020

O crescimento do e-commerce no Brasil em 2020

Não há como negar: 2020 será rotulado como o ano em que a pandemia da COVID-19 mudou completamente a rotina de todo planeta. Mas o objetivo desse artigo não é falar sobre o novo Coronavírus em si, e sim da ‘mudança de rotina’ que ele ocasionou.

Do ocidente ao oriente um dos termos mais bradados foi “estamos entrando em lockdown”. E os efeitos do confinamento foram quase que instantâneos. A economia sofreu um forte baque, pois mesmo em pleno século XXI ainda dependemos muito do ‘corpo a corpo’ nas relações de trabalho e consumo.

E foi quando o isolamento social se tornou a principal arma no combate à pandemia que o comércio eletrônico explodiu. Passados os primeiros dias de pânico e medo total, foi um verdadeiro boom de vendas.crescimento as vendas do e-commerce de 2015 a 2020

Faturamento do E-commerce | Fonte: Webshoppers 42ª edição (Ebit | Nielsen, 2020).

O e-commerce como tábua de salvação para muitos negócios

Não é exagero falar que o e-commerce foi a salvação para muitos negócios. Seja o e-commerce ‘tradicional’, onde a venda ocorre mediada por uma plataforma, através de um site, ou o comércio via redes sociais e Whatsapp, por exemplo.

A demanda por criação de lojas virtuais disparou e vimos um crescimento de 40% no número de novas lojas, de 2019 para 2020.

crescimento no número de lojas virtuais

Número de novas lojas virtuais implantadas.

Um detalhe chama atenção no gráfico acima, que faz parte da pesquisa “O perfil do e-commerce brasileiro (Bigdata Corp e Paypal, Agosto de 2020)”: o número de novas lojas virtuais entre 2016 e 2018 havia sofrido uma grande desaceleração. E aqui vale lembrar que foram anos marcados pela crise econômica e o impeachment da ex-presidente Dilma.

O papel dos Marketplaces no processo de digitalização dos vendedores

Muitas empresas nunca haviam vendido pela internet – ou pelo menos não usavam a web como seu principal canal de vendas – e o movimento brusco causado pela restrição social imposta pela pandemia fez com que muitos tivessem que correr. Mas em diversos casos não adiantava criar a sua própria loja virtual, pois não existia um planejamento financeiro para tal investimento e, principalmente, para comprar mídia (coisa que muitos empreendedores acabam não considerando, equivocadamente, na hora de optar por ter uma loja própria).

E foi nesse cenário que os Marketplaces ganharam ainda mais força. Vale lembrar que muitos Marketplaces possuíam processos burocráticos para aceitar novos vendedores e que, em alguns casos, eram meses entre os primeiros contatos e o produto “no ar”.

Sem dúvidas, o grande destaque neste contexto foi o Magazine Luíza. A empresa foi muito rápida ao expandir o programa “Parceiro Magalu”, onde qualquer pessoa poderia se cadastrar para vender seus produtos no site ou, simplesmente, criar uma “loja própria” dentro do Marketplace para vender os produtos do Magazine Luíza e ganhar uma comissão por isso.

O grande legado disso tudo é que hoje quem pensa em vender qualquer tipo de produto, seja esse vendedor uma grande empresa ou um microempreendedor, já entendeu que a internet é um meio onde se pode vender de tudo (ou quase).

participação dos marketplaces no faturamento do e-commerce

Participação dos Marketplaces no Faturamento do E-commerce | Fonte: Webshoppers 42ª edição (Ebit | Nielsen, 2020).

Crescimento no número de e-consumidores: um recorde

Na esteira que migrou grande parte da nossa vida para o ambiente online, o consumo não ficaria para trás. O primeiro semestre de 2020 registrou números recordes de novos consumidores (aqueles que nunca antes haviam comprado pela internet).

Foram 41 milhões de consumidores comprando no primeiro semestre de 2020, contra pouco mais de 29 milhões no mesmo período de 2019, o que representou um crescimento de 40%.

crescimento no número de novos consumidores no e-commerce

Crescimento no número de consumidores foi de 40%.

Ainda chama atenção nesse gráfico da pesquisa “Webshoppers 42ª edição (Ebit | Nielsen, 2020)” o crescimento no número de novos consumidores, que foi de 2 milhões somente nos seis primeiros meses de 2020. Um prato cheio para as lojas virtuais, pois abre novas oportunidades de atingir um público antes “desconectado” para as compras online.

Vários cases de sucesso em meio a um momento difícil para muitos

Pode até parecer sarcástico falar em sucesso quando se tem milhares de vidas perdidas, mas é fato que a pandemia também representou oportunidade para empresas de alguns segmentos.

Aqui na MMD tivemos um caso bem marcante logo no início da “quarentena”. Quando muitos e-commerces ainda estavam balançando nos primeiros dias de isolamento social, a Dermo Manipulações, uma farmácia de manipulação online, viu as buscas e as vendas por álcool gel atingirem níveis incríveis.

Cliente da agência há mais de oito anos, a Dermo sempre teve um foco bem claro: estar bem ranqueada organicamente para os principais termos de busca do seu segmento. E com um trabalho feito a várias mãos, conseguimos alcançar número expressivos. Hoje, o site da Dermo é autoridade no Google e a prova disso foi o produto Álcool Gel 70%, cadastrado no início do mês de março, ter alcançando o 1º lugar orgânico do Google e permanecido por lá durante quase 15 dias*. Foram milhares de visualizações na página desse produto e vendas em níveis recorde para a empresa.

Google Analytics - detalhamento de conteúdo

Mais de 180 mil acessos à página do Álcool Gel 70% em 7 dias

 

Google Analytics - Receita

Receita comparativa: março 2020 x 2019

*Depois de 15 dias no topo do ranking orgânico, sites mais fortes, como os Marketplaces, acabaram dominando toda primeira página.

Como se planejar para vender pela internet

Com tantas evidências, é praticamente impossível não aproveitar o ambiente digital para vender. Seja para um novo negócio ou a adaptação de um modelo atual, existem diversas possibilidades, como manter apenas canais de venda online ou trabalhar de forma híbrida, num conceito conhecido como Omnichannel.

O importante neste ponto é entender bem da sua persona (ou das personas, no plural) e como ela consome. Quem dita o mercado atualmente não são os vendedores, mas os consumidores.

Para ajudar jovens profissionais a terem um entendimento geral do que é importante considerar no momento de aderir ao e-commerce, ministrei uma aula-palestra para alunos do sétimo período de Publicidade e Propaganda, da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Acredito que muitas coisas que abordei durante a apresentação são úteis para todos que desejam ou já empreendem na internet.

Confira no vídeo abaixo a aula-palestra:

Se você precisa de uma ajuda especializada para o seu e-commerce, venha conversar com a gente. Somos especialistas e estamos no mercado desde 2007, com foco exclusivamente no digital.

Receba mensalmente conteúdo gratuito Saiba o que fazer para melhorar seus resultados com marketing digital. Inscreva-se em nossa newsletter e receba conteúdos em primeira mão.


    Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade.

    Para otimizar sua experiência durante a navegação, fazemos uso de nossa Política de Privacidade. Para proteger seus dados pessoais respeitamos nossa Política de Privacidade. Ao seguir com a navegação e visita, você concorda com nossas Políticas.