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Redes Sociais. Como aparecer no feed de notícias do seu público.

Você já se perguntou como ganhar dinheiro com o Facebook? Ou tentou entender como surgem tantas matérias falando sobre empresas que estão dando certo nas redes sociais? O Facebook, e também outras redes sociais, são excelentes canais para transmitir sua mensagem. A grande vantagem, mas também grande desafio que ele nos proporciona, é a segmentação. Uma campanha para ser efetiva tem que obrigatoriamente ter um direcionamento e uma mensagem que comunique com um público alvo específico.

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Vou apresentar algumas ideias e soluções sobre como fazer a sua campanha dar certo. Mas para isso, é preciso antes entender alguns conceitos básicos, tanto sobre a evolução da plataforma, como também a produção de conteúdo.

Minha página não tem mais a quantidade de curtidas de antigamente, o que fazer?

Há algum tempo o alcance do Facebook diminuiu, mesmo você tendo 100 curtidas ou 1 milhão em sua fanpage, o alcance que nos primórdios do Facebook era próximo de 100% caiu para 16% por volta de 2012, e já faz algum tempo que foi reduzido ainda mais. duvida-redes-sociaisSegundo empresas especializadas em relatórios digitais, páginas com mais de 1 milhão de curtidas conseguem algo próximo de 2,3% de alcance, enquanto em páginas menores o alcance pode ser ainda menor, normalmente algo em torno de 1% apenas. Eu sei o que você está pensando: não é justo, os seguidores são meus! Em alguns casos você pode até ter pago pelas curtidas, e mesmo assim o alcance é reduzido, e embora esta seja a regra do jogo, você pode aumentar o engajamento e conseguir um alcance maior com a sua audiência – explicarei logo mais como fazer isso – mas por enquanto continuo contextualizando a situação para que você entenda o processo inteiro e possa aumentar a eficácia de entrega da sua mensagem.

Esta diminuição de alcance não foi com a intenção de prejudicar ninguém, mas sim de facilitar a vida dos usuários da rede. Pense em uma situação mais física, como uma visita ao supermercado. Se você vai até um supermercado uma, duas ou até três vezes e não encontra o que está procurando, mas sabe que em outra rede você sempre encontra o que precisa, por quais motivos você continuaria indo até a primeira opção, que não tem o que você gosta? Da mesma forma acontece com o Facebook, ele prioriza o conteúdo de acordo com o que os usuários mais se identificam, garantindo assim uma boa experiência e o retorno recorrente dos mesmos para “aquela olhadinha”.

O número de postagens é gigantesco hoje, a produção de conteúdo nunca atingiu uma quantidade tão grande em nenhum momento antes, ainda mais centralizada em um único canal. A questão principal é sobre a relevância do conteúdo, e não a quantidade. Nem todo o conteúdo gerado é de qualidade ou interessa a todo o público presente nas redes sociais. Por isso, o primeiro motivo da redução do alcance é priorizar no feed de notícias as informações mais relevantes de acordo com o perfil de cada pessoa, garantindo assim que nós como usuários tenhamos sempre novidades que nos agradem em nossa timeline. Outra priorização que o Facebook criou é para pessoas e geradores certificados de conteúdos como jornais, ou seja, você verá muito mais atualizações de seus amigos e meios de notícias do que de outras fanpages que você curtiu. Mas por que? Porque é como o algoritmo enxerga o comportamento do usuário.

O segundo ponto para diminuir o engajamento é a monetização da plataforma. A estrutura para manter o Facebook funcionando com a quantidade de atualizações, novidades, correções, segurança, inovação e entrega de conteúdo curado de qualidade é gigantesca,  logo mantê-la e ainda obter lucro não é uma tarefa fácil, e assim como você pretende vender o seu produto ou serviço, eles também precisam de uma fonte de renda, e este foi o meio encontrado para sustentar-se, justo, não?

Como gerar conteúdo para ter maior alcance?

como-aparecer-no-feed-de-noticias-do-facebook-2Primeiro, é preciso entender quem é o seu público. São jovens? De qual faixa etária? Prioritariamente masculino ou feminino? O que eles ouvem (não só de músicas, mas dos pais, mães, amigos, parentes, colegas de trabalho, faculdade, etc.)? O que e como pensam? Entender o seu público é parte fundamental da sua estratégia para poder entregar a mensagem correta na hora certa. De nada adianta você colocar uma faixa muito ampla, por exemplo: pessoas de 18 a 95 anos, ambos os sexos. Como você conversa com toda esta faixa de opções não só de idade, mas de culturas diferentes, épocas distintas, valores, etc.? Tudo é diferente, e a segmentação é essencial para cada mensagem.

Mas e como empresas maiores trabalham essas mensagens? Elas segmentam e fazem comunicações de acordo com cada faixa de público, assim uma empresa como a Antarctica consegue, por exemplo, vender o guaraná com um foco voltado aos jovens em mídias sociais e público de meia idade com anúncios na TV, ou ainda em um formato digital para este mesmo público de meia idade, mas com uma mensagem direcionada de acordo com as suas necessidades naquele momento da vida, afinal, não seria interessante para um público que não conhece Ed Sheeran vê-lo em um anúncio e não reconhecê-lo. Talvez neste momento você até se pergunte quem é Ed Sheeran, saiba que é um cantor britânico que já vendeu mais de 22 milhões de cópias de seu trabalho e lotou shows em diversas cidades do mundo, inclusive do Brasil. Mas não fazer parte do público alvo das músicas dele não o exclui da sua lista de personalidades a acompanhar, caso o seu público alvo seja fã do cantor. Entender o comportamento é fundamental para acertar na mensagem.

Definido o seu público, a faixa etária, interesses, entendido um pouco do seu dia a dia, fica mais fácil criar algo que encante e envolva a sua audiência. Vamos utilizar o exemplo de alguém que é seguidor do próprio Ed Sheeran: seria muito mais fácil a pessoa curtir uma postagem com uma frase do cantor, do que uma frase de um economista (aqui foi um exemplo exagerado para exemplificar, vários objetivos devem ser traçados também, dentre eles o branding da empresa, na hora de escolher uma pessoa que irá representar a imagem corporativa). Se a mesma pessoa for um adolescente de 16 anos, que tem algumas incertezas sobre a faculdade, ouve de várias pessoas que é importante escolher um curso que irá regrar sua vida (sendo isso ou não verdade), em qual nível de ansiedade esta pessoa está imersa? Possivelmente ela tenha muita coisa a viver ainda, e muitos problemas por vir, mas aquele momento é o mais importante do mundo para ela. Como ajudá-la? Transmitindo mensagens para acalmá-la, confortá-la, ou talvez algo mais direto ajudando nas escolhas? Isto faz toda a diferença na hora de conversar com o seu cliente, além de proporcionar uma boa experiência com um produto ou serviço seu, que talvez até possa ajudá-la diretamente neste problema e neste momento, mas você conversa na linguagem que o seu público entende, logo as chances de sucesso são muito maiores. Ou talvez a oportunidade seja para oferecer uma válvula de escape para esta pessoa, com mensagens e ações que conduzam a uma sensação de liberdade.

É assim que as grandes empresas trabalham, com mensagens personalizadas em diferentes canais para que o seu público identifique-se e sinta-se parte, ou ainda representado, por uma marca que os inspira. A Nike, uma das maiores empresas de materiais esportivos e seu slogan “just do it”, traduzido para algo como “apenas faça”, entendeu que os consumidores têm muitos problemas para começar a prática esportiva, várias desculpas, e criou esse conceito de “vá lá e faça”. Dentro dele, trabalham diversas campanhas incentivando à práticas esportivas, como os atletas do dia a dia podem aumentar sua performance ou manter um certo conforto utilizando seus produtos. Não os vemos empurrando produtos garganta abaixo, mas a mensagem é muito clara e objetiva, pequena e fácil de ser lembrada. Obviamente eles utilizam uma estratégia de diferentes canais, com diferentes mensagens para cada fase da jornada de compra dos consumidores, conseguindo assim uma abrangência muito maior, além da repetitividade da mensagem que existe há décadas.

Entregando uma mensagem que agrade sua audiência irá aumentar o engajamento do seu público, seja através de interações como curtidas, compartilhamentos ou até mesmo clicks na postagem. Aumentando o seu engajamento, o algoritmo do Facebook entenderá que você é um bom gerador de conteúdo, e permitirá que suas publicações apareçam para mais pessoas, afinal, ele é uma ferramenta de disseminação de conteúdo, e se você está ajudando mais usuários a permanecerem conectados, para eles é um bom negócio que você sinta-se motivado e continue o bom trabalho. Se pudesse resumir os últimos parágrafos a uma simples frase, seria: pense antes e faça com qualidade! Quer um bom exercício para praticar? Pense que você poderia fazer um único post em seu Facebook por um ano inteiro, e ficaria ali, parado. O que você colocaria nele? Lembre-se que não adianta acumular com informações, pois as imagens que excedam 20% de textos têm o alcance reduzido.

Falem bem, ou falem mal, mas falem de mim!?

Será que essa máxima é válida? Acredite em mim: Não! Procure passar a imagem da sua empresa da forma como planejou, e não busque envolver-se em polêmicas. como-aparecer-no-feed-de-noticias-do-facebook-marketingEm um mundo polarizado como estamos, qualquer julgamento de uma mensagem fora de contexto pode gerar uma revolução que torna-se incontrolável em bem pouco tempo. Algumas empresas assumem assuntos polêmicos e apropriam-se como interlocutores de grupos de pessoas, este é um caso diferente em que é “planejado” assumir essa postura, mas tirando esses casos isolados a máxima não é válida, e deve ser evitada. Um exemplo recente e macro é a empresa JBS, envolvida em escândalos de corrupção política nacional e internacionalmente, logo outras empresas que muitos nem sabiam serem clientes deles acabaram por manifestar-se, como a Domino’s Pizza, alegando que deixariam de consumir produtos da JBS. O público da Domino’s que os acompanha possivelmente identifica-se com essa posição, caso contrário, ou eles não se manifestariam, ou apenas não mais comprariam os insumos sem informar os consumidores da posição. Neste caso, a decisão pode ter sido uma posição política e administrativa da empresa, mas que foi utilizada de forma a passar um posicionamento público da marca para gerar maior engajamento, e possivelmente foi planejado por uma equipe pronta para conter possíveis crises e reações contrárias que pudessem ocorrer durante o processo.

Espero ter ajudado você a entender um pouco mais o funcionamento e como entregar um conteúdo de qualidade para o seu usuário. Não é tarefa fácil e, como tudo na vida, exige estudo, esforço e empenho, mas vale a pena.

Walter Pidluznyj

Walter Pidluznyj

Designer Gráfico pelo UNICURITIBA, com Pós-Graduação em Comunicação Digital e E-Branding pela PUC – PR. Possui experiência com criação de interfaces digitais há mais de 10 anos, com cursos adicionais nas áreas correlatas de usabilidade, experiência do usuário e desenvolvimento 3D.